quarta-feira, 26 de março de 2025

Uma entrevista com o Ron Brown e suas reflexões sobre a universidade como conhecemos

Ronald Brown (Foto: Arquivo Pessoal/Sara York)

Brown dedicou sua carreira a transformar a realidade de atletas negros e a garantir que todos tenham acesso a uma educação de qualidade

Sara York
brasil247.com/

Com mais de 25 anos dedicados à defesa dos estudantes atletas, Ronald Brown, um dos pioneiros do movimento pelo bem-estar dos atletas, é uma figura crucial na luta por justiça no esporte universitário. “O esporte universitário precisa ser um caminho para o sucesso, não um obstáculo para o futuro dos atletas”, afirma Brown, que dedicou sua carreira a transformar a realidade de atletas negros e a garantir que todos tenham acesso a uma educação de qualidade. Seu trabalho, que abrange desde a criação de novas legislações até a implementação de programas de apoio acadêmico e desenvolvimento de carreira, transformou o cenário do atletismo intercolegial e moldou o futuro de milhares de estudantes atletas.

Precariedade docente: Remuneração e racismo estrutural II

Crédito: Antônio Cruz/Agência Brasil

Esse texto trata sobre os docentes de Geografia que lecionaram no Ensino Médio entre os anos de 2015 e 2022, tomando como base de dados para a exposição o Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS) e, em alguns momentos, números do Censo Escolar da Educação Básica, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)

Rodrigo Coutinho Andrade

O presente artigo dá continuidade ao que fora publicado no mês de fevereiro neste periódico. Nesta ocasião, o exame trata dos docentes de Geografia que lecionaram no Ensino Médio entre 2015 e 2022, tomando como base de dados para a exposição o Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS) e, em alguns momentos, números do Censo Escolar da Educação Básica, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Vamos nos furtar, no momento, das premissas já abordadas, caminhando diretamente para o ‘objeto’ de estudo em si, mas utilizaremos elementos comparativos com o apresentado na ocasião mencionada acima.

Indo direto ao tema, podemos afirmar por meio do RAIS que ocorreu, entre 2015 e 2022, a retração quantitativa dos-as docentes de Geografia no Ensino Médio, com decréscimo contínuo entre 2016 e 2021 – somente em 2022 ocorreu variação positiva significativa, como entre 2015 e 2016, se aproximando ao total especificado para 2018.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Ainda estaremos aqui?

Imagem: Nirjon Nakib

ANTONIO SIMPLICIO DE ALMEIDA NETO

É preciso, com urgência, considerar a negligência com que temos tratado o conhecimento histórico nas escolas brasileiras, notadamente as públicas

Aviso: Este não é um comentário sobre o filme Ainda estou aqui e a vitória (merecidíssima!) do Oscar. Quero me deter sobre os temas da memória e do esquecimento, aspectos centrais do filme, e o que eles suscitam sobre o conhecimento histórico e o ensino de história.

A assertiva “ainda estou aqui”, que dá título ao filme, remete ao fio de memória que resta no brilho do olhar de Eunice Paiva, já acometida pelo Alzheimer, quando vê a imagem de Rubens Paiva na televisão. O marido morto pela ditadura militar e sua luta por justiça ainda estavam lá, mesmo que numa última centelha de memória. A frase também remete, por óbvio, à obra de Marcelo Rubens Paiva que inspirou o filme, o escritor que viveu a tragédia política que se abateu sobre sua família, e sobre o povo brasileiro, ainda está aqui e registrou tais acontecimentos em livro.

terça-feira, 18 de março de 2025

Genocídio, antissemitismo e liberdade de expressão: o fracasso das nossas universidades

Protesto de acampamento na Universidade da Califórnia, San Diego (5 de maio de 2024). Foto de Gary Fields.

Ao longo dos últimos dezesseis meses, a esfera pública testemunhou um ataque aos direitos à liberdade de expressão e à liberdade de reunião, diferente de tudo desde a caça às bruxas comunista e o Lavender Scare de Joseph McCarthy na década de 1950. Não apenas funcionários do governo em todos os níveis estão participando dessa supressão de direitos básicos associados à Primeira Emenda. Os administradores universitários estão impondo diretivas de censura contra alunos e professores que têm se manifestado contra um ataque genocida perpetrado pelo Estado de Israel contra os palestinos de Gaza, que foi permitido e apoiado pelo governo dos EUA. A fonte dessa carnificina militar e a política de censura sendo tecida em torno desse ataque por funcionários do governo e da universidade derivam da influência penetrante de Israel e sua ideologia do sionismo na política e na vida cultural americanas.

segunda-feira, 10 de março de 2025

Krupskaya: a revolucionária desconhecida que alfabetizou 60 milhões e mudou a educação no mundo

Krupskaya - retrato.Créditos: free source


Nadejda Krupskaya, que deu nome a um prêmio da UNESCO, foi uma intelectual revolucionária da educação popular, do papel social das mulheres e da aproximação entre ensino e vida

Nascida em 26 de fevereiro de 1869, Nadejda Krupskaya foi uma das principais responsáveis pela estruturação do sistema de ensino soviético após a Revolução de Outubro, em 1917, além de um importante nome do Partido Comunista soviético.

Uma entrevista com o Ron Brown e suas reflexões sobre a universidade como conhecemos

Ronald Brown (Foto: Arquivo Pessoal/Sara York) Brown dedicou sua carreira a transformar a realidade de atletas negros e a garantir que todos...